REDE GOIANA DE PESQUISA EM TUBERCULOSE

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Construção e avaliação de vacinas e adjuvantes

A tuberculose (TB) é uma doença infecciosa que representa um dos principais desafios sociais, econômicos e de saúde pública no mundo no século XXI. A vacina BCG tem sido usada por mais de 80 anos como a única vacina para o controle da TB, e é recomendada pela Organização mundial de saúde (WHO) para todas as crianças com menores de 1 ano de idade. Anualmente, são administrados 100 milhões de doses de BCG para recém-nascidos em todo o mundo, com uma cobertura vacinal estimada em 80%. Apesar de a BCG ser efetiva na redução da incidência de TB em crianças em áreas endêmicas, esta eficácia é insuficiente para prevenir TB pulmonar em adultos.  Várias estratégias estão sendo testadas para a obtenção de novas vacinas para a tuberculose dentre elas: vacinas de subunidades protéicas de M. tuberculosis, vacina de DNA ou vetores recombinantes expressando antígenos; expressão de uma variedade de antígenos heterólogos no M. bovis-BCG; eliminação dos genes do M. tuberculosis responsáveis pela virulência ou pela sua sobrevivência no interior dos macrófagos dentre outras. A melhora da imunogenicidade da vacina BCG, mesmo apresentando uma baixa eficácia, representa uma abordagem promissora, uma vez que esta vacina apresenta grande segurança farmacológica, já testada em milhares de crianças no mundo todo. Em comparação com M. tuberculosis, a vacina BCG não contém cerca de 130 genes que estão agrupados em 16 regiões de diferença (RD) e são, ao menos em parte, envolvidos na patogenicidade e virulência do M. tuberculosis. Apesar dos vários estudos demonstrando o potencial de várias proteínas para constituir uma nova vacina para tuberculose, nenhum deles conseguiu ultrapassar significativamente os níveis de proteção induzidos pela própria BCG quando desafiados pelo Mtb no modelo murino. Desta maneira acreditamos que uma vacina que combine as porções imunogênicas (epítopos dominantes) de diversos antígenos que já se mostraram protetores individualmente possa apresentar uma atividade sinergética na indução da proteção. A escolha da vacina BCG como vetor para induzir a expressão desta proteína de fusão, foi baseada nas propriedades imunogênicas do BCG e de segurança desta vacina que induz resposta imune do tipo Th1, sem alto comprometimento inflamatório. Portanto, baseado nestes fatos propomos construir uma vacina BCG recombinante que expresse uma proteína de fusão contendo epítopos dominantes das proteínas Ag85C, Hsp-X e MPT-51.

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