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Programa de Pós Graduação em Medicina Tropical e Saúde Pública
artigo Rogério

Extrato e fração de Hyptis brevipes e Paullinia pinnata apresentam atividade contra Mycobacterium abscessus subsp. massiliense

Por Andre Kipnis. Criada em 15/01/20 10:23. Atualizada em 20/01/20 15:09.

Durante a última década, diferentes surtos causados ​​por Mycobacterium abscessus subsp. massiliense foram relatados, evidenciando-o como um importante patógeno emergente em países subdesenvolvidos. Por outro lado, as plantas medicinais são de grande interesse para a descoberta de novas biomoléculas com efeitos diversificados. 

Estudo realizado por Neves et al. (2019), publicado na Revista de Patologia Tropical, uniu estas duas informações e investigou a atividade antimicobacteriana de extratos e frações de plantas medicinais brasileiras (Hyptis brevipes, Tocoyena formosa, Randia armata, Paullinia pinnata, Lafoensia pacari e Anadenanthera colubrina) contra M. massiliense. Neste estudo, os extratos totais das plantas medicinais H. brevipes, T. formosa, P. pinnata e L. pacari apresentaram uma concentração bactericida mínima de 1 mg / mL. Após o fracionamento, as frações etanólicas de H. brevipes e P. pinnata apresentaram atividade bactericida, e a fração acetato de etila de H. brevipes e T. formosa apresentou ação antimicobacteriana. A melhor função bactericida de todas as frações das plantas foi a etanólica, que continha rutina e ácido rosmarínico que demonstraram ter atividade microbicida.

Este estudo foi o primeiro a avaliar a atividade de diferentes espécies vegetais coletadas na região de biodiversidade do Pantanal Mato-grossense contra M. massiliense. Estas descobertas são importantes e revelam a necessidade de mais estudos sobre a utilização de plantas brasileiras no tratamento contra patógenos.  

A equipe da Rede Goiana de Tuberculose parabeniza os autores pelo trabalho desenvolvido, estimula a Revista de Patologia Tropical a realizar outras publicações com esta linha de investigação e convida os leitores deste site a realizarem uma leitura atenciosa no artigo supracitado.

 

 

Fonte: Laura Raniere Borges dos Anjos

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Neves et al. 2019 365 Kb ca908da40face5621051c64e42d4ecc3